segunda-feira, 5 de março de 2012

Nada estranho...Tudo normal...

Um dia, quando o sol nascer estranho
Vou ver que alguma que tinha que passar, não passou
Vou ver que alguma coisa que tinha que ser, não foi
Vou ver que falta tua presença do lado do meu travesseiro

Um dia, quando a noite escurecer estranha
Vou ver que tua mão não está na minha coxa
Vou ver que teu sussurro não está no meu ouvido
Vou ver que alguma coisa que tá faltando, não foi embora

Mas por enquanto, deixo o sol e noite, assim, normais...
Nada estranho
Nada estranho...Tudo normal...
O sol claro, a noite escura, contando com seus ponteiros para reger meu tempo
Vou vendo teus olhos cerrados de sono sob os lençois
Vou vendo tuas letras mal faladas pregadas de preguiça
Vou vendo que normal é tudo estando com você

Se escurecer claro um dia ou se amanhecer uma escuridão
Vou vendo que normal é tudo estando com você
Se acordar na noite ou durmir no dia
Vou vendo que normal é tudo estando com você

Nada estranho...Tudo normal...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Letrada

Da marca do pulso que tinge
a tinta de dor que atinge minha marca.

Do que voa para ver o que veio
e parte do vento pra deixar o que voou.

Da onde esperar que o ponteiro parta e
partir do ponto que me espera desde a porta.

Entrada de saída, sair com aquilo que entra e não fica,
mas passa de saída com aquilo que não quer ficar.

Fingir que não quero ver o fim
e do fim do véu ver o que se finge por detrás.

De trás, trazer a frente pro avesso
e avançar no contrário do que eu trouxe.

Jogar letras no letreiro do jogo do analfabetismo
da minha letra por mim.

Analfabeta da minha letra,
escapar obsoleta do absurdo que planejei
e surpresa com o que apareceu letrado em meu plano.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O que basta

O que te basta hoje era o que bastava ontem?
Te basta esperar para ter somente o que basta?
Ou já não há mais tempo para esperar e tenta-se adivinhar o que basta?

Basta ter aquilo que somente cruza a linha de chegada?
O que basta é o bastante ou o suficiente?
É o limitador ou o limitante?

Se o bastante nos bastasse... Mas só o que nos basta é a medida perfeita.
Nem o médio, nem o raso, nem o bastante... Só o que basta.
Basta pra passar, basta pra sarar, o que basta é suficiente.
É entregue em 28 minutos?
O bastante não é entregue com prazo, nem com período manhã, tarde ou noite.
E acho que o bastante mesmo nunca se descobre, somente se basta.